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Quadrântidas: o pico relâmpago de janeiro

Pode ser uma das chuvas mais ricas do ano, mas o pico dura só algumas horas. Veja de onde vêm as Quadrântidas e por que quem está no Brasil tem pouca chance.

AtividadeCerca de 28 de dezembro a 12 de janeiroPicoGeralmente em 3 e 4 de janeiroTaxa horária (ZHR)Em torno de 80 a 120Corpo de origemAsteroide 2003 EH1
Pico previsto Lua iluminada Condições
3 de jan. de 2026 18:00 100% Lua cheia ou quase: ruins
4 de jan. de 2027 00:00 12% Céu escuro: boas
4 de jan. de 2028 07:00 43% Um pouco de luar

Horários do pico no horário de America/Sao_Paulo; o pico real pode variar algumas horas. O melhor costuma ser depois da meia-noite, longe das luzes da cidade.

Um pico que passa num piscar de olhos

As Quadrântidas têm o pico mais agudo entre as grandes chuvas: o ritmo máximo dura apenas algumas horas, enquanto outras chuvas ficam fortes por um dia inteiro. Se o momento cair em pleno dia na sua longitude, o espetáculo passa despercebido, e é por isso que a tabela no topo da página mostra o instante esperado no horário de Brasília.

Nos melhores anos, observadores bem posicionados no norte contam mais de cem meteoros por hora. Nos piores, a Lua atrapalha ou o pico cai fora do horário noturno local.

Uma constelação que não existe mais

O radiante fica na região de Boieiro, perto da ponta do cabo da Ursa Maior. O nome vem de Quadrans Muralis, o Quadrante Mural, uma constelação criada no século XVIII e retirada da lista oficial em 1922. Ficou o nome da chuva, como uma relíquia da história dos mapas celestes.

A origem é incomum: o corpo ligado à trilha é o asteroide 2003 EH1, possivelmente um cometa extinto. A maioria das chuvas vem de cometas, o que torna esta uma exceção curiosa.

Por que é difícil no Brasil

O radiante das Quadrântidas está perto do polo norte celeste e fica muito baixo, ou abaixo do horizonte, para quem está no hemisfério sul. No Sul e no Sudeste do Brasil quase nada se vê, e perto do Equador o radiante nasce só nas horas finais da madrugada, com poucos meteoros rasantes. Em Roraima e no extremo norte há alguma chance, mas é pequena.

Quem mora no Brasil tira mais proveito de outras chuvas, como as Geminídeas, em dezembro, ou as Eta Aquáridas, em maio.

Para quem está no hemisfério norte

Quem está na Europa, na América do Norte ou na Ásia deve sair de casa na madrugada do pico, entre a meia-noite e o amanhecer, quando o radiante está alto. Agasalhe-se bem: janeiro é rigoroso, e a vista demora a se adaptar ao escuro. Fique algumas horas ao ar livre, porque o pico é curto e não dá para adivinhar o minuto exato.

Veja a visão geral das chuvas de meteoros para comparar com as demais.

Perguntas frequentes

Dá para ver as Quadrântidas do Brasil?

Só com muita sorte e apenas em latitudes mais ao norte. Na maior parte do país o radiante fica baixo demais.

Por que o pico das Quadrântidas é tão curto?

A Terra atravessa uma parte estreita e densa da trilha de poeira, e isso dura poucas horas.

De onde vem o nome Quadrântidas?

De Quadrans Muralis, uma antiga constelação que ocupava a área do radiante e foi retirada dos mapas oficiais.

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