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Chuvas de meteoros: quando ver e como observar

Algumas noites do ano o céu ganha riscos de luz a cada poucos minutos. Veja o que causa as chuvas de meteoros, qual vale a pena para quem mora no Brasil e como se preparar.

Chuva Pico previsto Lua iluminada Condições
Quadrântidas 3 de jan. de 2026 18:00 100% Lua cheia ou quase: ruins
Líridas 22 de abr. de 2026 17:00 36% Um pouco de luar
Eta Aquáridas 6 de mai. de 2026 06:00 81% Lua cheia ou quase: ruins
Perseidas 12 de ago. de 2026 23:00 0% Céu escuro: boas
Dracônidas 8 de out. de 2026 22:00 3% Céu escuro: boas
Orionídeas 21 de out. de 2026 15:00 78% Lua cheia ou quase: ruins
Leônidas 17 de nov. de 2026 21:00 55% Um pouco de luar
Geminídeas 14 de dez. de 2026 11:00 25% Céu escuro: boas
Ursídeas 22 de dez. de 2026 19:00 98% Lua cheia ou quase: ruins
Quadrântidas 4 de jan. de 2027 00:00 12% Céu escuro: boas
Líridas 22 de abr. de 2027 23:00 95% Lua cheia ou quase: ruins
Eta Aquáridas 6 de mai. de 2027 12:00 0% Céu escuro: boas
Perseidas 13 de ago. de 2027 05:00 86% Lua cheia ou quase: ruins
Dracônidas 9 de out. de 2027 04:00 67% Um pouco de luar
Orionídeas 21 de out. de 2027 22:00 58% Um pouco de luar
Leônidas 18 de nov. de 2027 03:00 80% Lua cheia ou quase: ruins
Geminídeas 14 de dez. de 2027 17:00 98% Lua cheia ou quase: ruins
Ursídeas 23 de dez. de 2027 01:00 21% Céu escuro: boas
Quadrântidas 4 de jan. de 2028 07:00 43% Um pouco de luar
Líridas 22 de abr. de 2028 05:00 6% Céu escuro: boas
Eta Aquáridas 5 de mai. de 2028 18:00 89% Lua cheia ou quase: ruins
Perseidas 12 de ago. de 2028 11:00 59% Um pouco de luar
Dracônidas 8 de out. de 2028 11:00 79% Lua cheia ou quase: ruins
Orionídeas 21 de out. de 2028 04:00 13% Céu escuro: boas
Leônidas 17 de nov. de 2028 09:00 1% Céu escuro: boas
Geminídeas 13 de dez. de 2028 23:00 5% Céu escuro: boas
Ursídeas 22 de dez. de 2028 07:00 36% Um pouco de luar

Horários do pico no horário de America/Sao_Paulo; o pico real pode variar algumas horas. O melhor costuma ser depois da meia-noite, longe das luzes da cidade.

O que é uma chuva de meteoros

Quando a Terra cruza a trilha de poeira deixada por um cometa ou asteroide, grãos do tamanho de areia entram na atmosfera a dezenas de quilômetros por segundo e queimam a cerca de 80 a 100 km de altura. O risco luminoso é o meteoro, ou estrela cadente, embora não tenha nada de estrela. Como as partículas viajam em paralelo, os riscos parecem sair de um ponto do céu, o radiante, que dá nome à chuva.

A cada ano a Terra passa pelas mesmas trilhas nas mesmas datas, por isso o calendário se repete. Basta paciência e um céu escuro: nada de telescópio ou binóculo.

As nove chuvas, uma a uma

A tabela no topo mostra o pico esperado de cada chuva em horário de Brasília e a iluminação da Lua naquela noite. Cada chuva tem a sua página:

  • Quadrântidas: começo de janeiro, pico curtíssimo e difícil no hemisfério sul.
  • Líridas: fim de abril, uma das chuvas mais antigas registradas.
  • Eta Aquáridas: início de maio, poeira do cometa Halley, ótima para o Brasil.
  • Perseidas: agosto, a favorita do verão do norte.
  • Dracônidas: outubro, fraca na maioria dos anos, com surtos lendários.
  • Orionídeas: fim de outubro, meteoros rápidos, também do Halley.
  • Leônidas: novembro, a chuva das tempestades históricas.
  • Geminídeas: meados de dezembro, a mais intensa do ano.
  • Ursídeas: perto do solstício de dezembro, restrita ao norte.

Quais combinam com o Brasil

O território brasileiro vai do hemisfério norte, em Roraima, até o sul temperado, e a maior parte do país fica em latitudes baixas. Isso favorece as chuvas cujo radiante nasce alto na madrugada vista do sul. As Eta Aquáridas e as Geminídeas rendem bem em quase todo o Brasil. As Perseidas, as Orionídeas e as Leônidas aparecem, com radiante mais baixo. Já as Quadrântidas e as Ursídeas são difíceis: o radiante fica perto do horizonte norte ou abaixo dele.

Perto do Equador quase todas são acessíveis, mas as nuvens costumam pesar mais do que a latitude. Se o tempo fechar, tente a noite anterior ou a seguinte.

Como observar e como ler a tabela

Procure um lugar escuro, longe da iluminação pública, deixe a vista se acostumar por 20 a 30 minutos, deite numa cadeira reclinável e olhe para cima, a cerca de 45°, sem se fixar no radiante. A maioria das chuvas rende mais depois da meia-noite, quando a Terra avança de frente para as trilhas (as Dracônidas são a exceção).

A taxa horária zenital, ou ZHR, é o número de meteoros por hora num céu perfeito com o radiante no alto. Na prática você verá menos. A Lua clara apaga os meteoros fracos, por isso a tabela mostra a iluminação lunar: quanto menor, melhor. Para entender o ciclo, veja as fases da Lua, e para outros espetáculos do céu, os eclipses. Fazer um pedido ao ver uma estrela cadente é só uma tradição simpática, sem garantia nenhuma.

Perguntas frequentes

Preciso de telescópio para ver uma chuva de meteoros?

Não. Os olhos são o melhor instrumento, porque o campo de visão é amplo. Binóculos e telescópios mostram uma área pequena demais.

Estrela cadente é uma estrela?

Não. É um grão de poeira que queima na atmosfera, a uns 80 a 100 km de altura, e some em menos de um segundo.

Qual é a melhor hora para observar?

Em geral, depois da meia-noite e antes do amanhecer. A exceção são as Dracônidas, melhores à noite, e as Geminídeas, boas desde o começo da noite.