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Eclipses solares e lunares: tipos e próximos eventos

De vez em quando, o Sol ou a Lua escurece de um jeito que prende o olhar. Veja por que isso acontece, quais são os tipos e o que esperar dos próximos eclipses.

Máximo do eclipse Tipo
17 de fev. de 2026 09:13 Eclipse solar anular
3 de mar. de 2026 08:34 Eclipse lunar total
12 de ago. de 2026 14:46 Eclipse solar total
28 de ago. de 2026 01:13 Eclipse lunar parcial
6 de fev. de 2027 13:00 Eclipse solar anular
20 de fev. de 2027 20:13 Eclipse lunar penumbral
18 de jul. de 2027 13:03 Eclipse lunar penumbral
2 de ago. de 2027 07:07 Eclipse solar total
17 de ago. de 2027 04:14 Eclipse lunar penumbral
12 de jan. de 2028 01:13 Eclipse lunar parcial
26 de jan. de 2028 12:08 Eclipse solar anular
6 de jul. de 2028 15:21 Eclipse lunar parcial
21 de jul. de 2028 23:56 Eclipse solar total
31 de dez. de 2028 13:52 Eclipse lunar total

Horário do máximo em hora de America/Sao_Paulo, calculado astronomicamente. Se dá para ver depende de onde você está.

Por que os eclipses acontecem

Um eclipse solar ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, na Lua Nova. Um eclipse lunar acontece quando a Terra fica entre o Sol e a Lua, na Lua Cheia. Se as duas órbitas estivessem no mesmo plano, haveria dois eclipses por mês. Não há, porque a órbita da Lua é inclinada cerca de 5° em relação à órbita da Terra, e a Lua quase sempre passa acima ou abaixo da linha que liga os três astros.

Só quando a Lua Nova ou Cheia cai perto dos nodos, os dois pontos em que a órbita lunar cruza o plano da órbita terrestre, o alinhamento se completa. Isso produz as chamadas temporadas de eclipses, cerca de a cada seis meses. Além disso, os eclipses se repetem em famílias, no ciclo de Saros, de aproximadamente 18 anos e 11 dias.

Os seis tipos, lado a lado

A tabela no topo da página lista os próximos eclipses, com o momento do máximo no horário de Brasília. Cada tipo tem sua própria página:

Os três próximos eclipses totais do Sol

Em 12 de agosto de 2026, a totalidade cruza a Groenlândia, a Islândia e o norte da Espanha, com duração máxima de cerca de 2 min 18 s. Boa parte da Europa o verá parcial.

Em 2 de agosto de 2027, a sombra passa pelo sul da Espanha e Gibraltar, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Arábia Saudita, Iêmen e Somália. Perto de Luxor, no Egito, a totalidade chega a cerca de 6 min 23 s, uma das mais longas do século.

Em 22 de julho de 2028, a totalidade atravessa a Austrália, incluindo Sydney, e a Ilha Sul da Nova Zelândia. Para os demais eclipses, a visibilidade depende de onde você está, e os observatórios astronômicos publicam os mapas de cada um.

Segurança, mitos e tradição

Olhar para o Sol sem proteção adequada pode ferir a retina, e o dano às vezes é indolor. Só óculos com a norma ISO 12312-2 protegem os olhos. Antes de qualquer observação, leia o guia como ver um eclipse solar com segurança. Já os eclipses da Lua são totalmente seguros de assistir a olho nu.

Muitas culturas explicaram os eclipses com histórias de uma criatura que devora o Sol ou a Lua. São mitos, não explicações científicas. Na astrologia, os eclipses são lidos de modo simbólico, como momentos de encerramento e recomeço, sem motivo para medo. Para ver como a Lua muda ao longo do mês, consulte as fases da Lua.

Perguntas frequentes

Por que não há eclipse em toda Lua Nova?

Porque a órbita da Lua é inclinada cerca de 5° e, na maioria das vezes, a Lua passa acima ou abaixo da sombra e da linha do Sol.

Qual é a diferença entre eclipse total e anular?

Depende da distância da Lua. Mais perto, ela cobre todo o Sol; mais longe, parece menor e deixa um anel de luz visível.

Os horários da tabela valem para onde eu moro?

Eles mostram o máximo no horário de Brasília. A visibilidade local varia; confira o mapa de observatórios.