Por que os eclipses acontecem
Um eclipse solar ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, na Lua Nova. Um eclipse lunar acontece quando a Terra fica entre o Sol e a Lua, na Lua Cheia. Se as duas órbitas estivessem no mesmo plano, haveria dois eclipses por mês. Não há, porque a órbita da Lua é inclinada cerca de 5° em relação à órbita da Terra, e a Lua quase sempre passa acima ou abaixo da linha que liga os três astros.
Só quando a Lua Nova ou Cheia cai perto dos nodos, os dois pontos em que a órbita lunar cruza o plano da órbita terrestre, o alinhamento se completa. Isso produz as chamadas temporadas de eclipses, cerca de a cada seis meses. Além disso, os eclipses se repetem em famílias, no ciclo de Saros, de aproximadamente 18 anos e 11 dias.
Os seis tipos, lado a lado
A tabela no topo da página lista os próximos eclipses, com o momento do máximo no horário de Brasília. Cada tipo tem sua própria página:
- eclipse solar total: a Lua cobre o disco do Sol por completo e o dia escurece por alguns minutos.
- eclipse solar anular: a Lua está mais longe e deixa um anel brilhante ao redor.
- eclipse solar parcial: a Lua cobre apenas uma parte do Sol.
- eclipse lunar total: a Lua entra na sombra da Terra e fica avermelhada.
- eclipse lunar parcial: só uma fatia da Lua mergulha na sombra.
- eclipse lunar penumbral: a Lua passa pela penumbra e escurece de forma quase imperceptível.
Os três próximos eclipses totais do Sol
Em 12 de agosto de 2026, a totalidade cruza a Groenlândia, a Islândia e o norte da Espanha, com duração máxima de cerca de 2 min 18 s. Boa parte da Europa o verá parcial.
Em 2 de agosto de 2027, a sombra passa pelo sul da Espanha e Gibraltar, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Arábia Saudita, Iêmen e Somália. Perto de Luxor, no Egito, a totalidade chega a cerca de 6 min 23 s, uma das mais longas do século.
Em 22 de julho de 2028, a totalidade atravessa a Austrália, incluindo Sydney, e a Ilha Sul da Nova Zelândia. Para os demais eclipses, a visibilidade depende de onde você está, e os observatórios astronômicos publicam os mapas de cada um.
Segurança, mitos e tradição
Olhar para o Sol sem proteção adequada pode ferir a retina, e o dano às vezes é indolor. Só óculos com a norma ISO 12312-2 protegem os olhos. Antes de qualquer observação, leia o guia como ver um eclipse solar com segurança. Já os eclipses da Lua são totalmente seguros de assistir a olho nu.
Muitas culturas explicaram os eclipses com histórias de uma criatura que devora o Sol ou a Lua. São mitos, não explicações científicas. Na astrologia, os eclipses são lidos de modo simbólico, como momentos de encerramento e recomeço, sem motivo para medo. Para ver como a Lua muda ao longo do mês, consulte as fases da Lua.
Perguntas frequentes
Por que não há eclipse em toda Lua Nova?
Porque a órbita da Lua é inclinada cerca de 5° e, na maioria das vezes, a Lua passa acima ou abaixo da sombra e da linha do Sol.
Qual é a diferença entre eclipse total e anular?
Depende da distância da Lua. Mais perto, ela cobre todo o Sol; mais longe, parece menor e deixa um anel de luz visível.
Os horários da tabela valem para onde eu moro?
Eles mostram o máximo no horário de Brasília. A visibilidade local varia; confira o mapa de observatórios.