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Eclipse solar total: o dia que vira noite

Durante poucos minutos, a Lua tapa o disco do Sol por inteiro e o céu escurece em pleno dia. É um dos espetáculos mais impressionantes que o céu oferece.

Fase da LuaLua NovaDuração da totalidadeAté cerca de 7 minutos e 30 segundosFaixa de sombraAlgumas centenas de quilômetros de larguraProteção ocularNecessária, exceto durante a totalidade
Máximo do eclipse
12 de ago. de 2026 14:46
2 de ago. de 2027 07:07
21 de jul. de 2028 23:56

Horário do máximo em hora de America/Sao_Paulo, calculado astronomicamente. Se dá para ver depende de onde você está.

Neste artigo
  1. Como a Lua cobre o Sol
  2. O que se vê durante a totalidade
  3. Os três totais que vêm aí
  4. Totais, híbridos e outros tipos
  5. Mito e simbolismo

Como a Lua cobre o Sol

O Sol é cerca de 400 vezes maior que a Lua, mas também está cerca de 400 vezes mais longe. Por essa coincidência, os dois astros têm quase o mesmo tamanho aparente no céu. Quando a Lua Nova passa exatamente na frente e está relativamente perto da Terra, o disco solar fica coberto por completo, e a sombra mais escura toca o planeta como uma faixa estreita.

Quem está dentro dessa faixa vê o eclipse total. Fora dela, numa região bem maior, vê-se só a versão parcial. Por isso a maioria das pessoas nunca presencia uma totalidade perto de casa: em um mesmo lugar, ela se repete, em média, só a cada alguns séculos.

O que se vê durante a totalidade

Pouco antes, a luz fica estranha, as sombras ganham contornos nítidos, a temperatura cai e os pássaros se calam. Na totalidade, surge a coroa solar, uma auréola prateada que normalmente é ofuscada. Planetas e estrelas brilhantes aparecem, e há um brilho de crepúsculo em todo o horizonte.

Esse é o único momento em que se pode olhar sem óculos, e só enquanto o Sol estiver totalmente coberto. Assim que o primeiro ponto de luz reaparecer, volte a usar a proteção. Binóculos, telescópios e câmeras precisam de filtro solar na frente, mesmo com óculos de eclipse. Veja os detalhes em como ver um eclipse solar com segurança.

Os três totais que vêm aí

Estes são os três próximos eclipses solares totais, e as datas coincidem com a tabela no topo da página:

  • 12 de agosto de 2026: totalidade sobre a Groenlândia, a Islândia e o norte da Espanha, com no máximo cerca de 2 min 18 s. Boa parte da Europa vê o eclipse parcial.
  • 2 de agosto de 2027: totalidade sobre o sul da Espanha e Gibraltar, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Arábia Saudita, Iêmen e Somália. Perto de Luxor, dura cerca de 6 min 23 s, uma das mais longas do século.
  • 22 de julho de 2028: totalidade sobre a Austrália, incluindo Sydney, e a Ilha Sul da Nova Zelândia.

Totais, híbridos e outros tipos

Existem eclipses híbridos, que alternam entre anular e total ao longo da trajetória, porque a curvatura da Terra muda a distância até a Lua. Se a Lua estiver mais longe, o resultado é o eclipse solar anular, e quando só uma parte do Sol some, o eclipse solar parcial. Para os eclipses fora desta lista, os observatórios astronômicos divulgam o mapa da faixa de cada um.

Mito e simbolismo

Em várias tradições, uma criatura engolia o Sol, e as pessoas faziam barulho para espantá-la. São histórias culturais, não fatos. A astrologia lê os eclipses totais como viradas simbólicas, um convite à reflexão e não um sinal de azar. Visão geral em eclipses.

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura a totalidade?

Em geral, de um a quatro minutos. O recorde teórico passa de sete minutos, e a totalidade de 2027 chega a cerca de 6 min 23 s.

Posso tirar os óculos durante um eclipse total?

Só durante a totalidade, com o Sol totalmente coberto. Antes e depois, a proteção é obrigatória.

Do Brasil dá para ver esses três eclipses totais?

Não a totalidade. Os caminhos da sombra passam por outras regiões; confira nos observatórios o que será visível do seu local.

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